Na última segunda-feira (13), o Conselho Municipal de Saúde de
Camaragibe realizou
sua reunião ordinária referente ao mês de abril, reunindo gestores,
trabalhadores e representantes da sociedade civil para debater temas centrais
da saúde pública no município de Camaragibe.
A mesa foi composta pelo coordenador do CMS, Sauro Valença; pela secretária municipal de Saúde, Ana Peres; e pelo secretário executivo do Conselho, Eduardo Santos. Também participaram da reunião, representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Camaragibe, gestores da saúde e o diretor administrativo do Hospital Aristeu Chaves, André Saraiva.
A abertura dos
trabalhos contou com uma oração conduzida por Gabryella Gomes, seguida da
leitura da pauta pelo coordenador. Na sequência, foram apresentadas as atas das
reuniões anteriores. O documento referente ao dia 16 de março gerou contestação
por parte de quatro conselheiros, que apontaram inconsistências em relação ao
conteúdo debatido. Apesar disso, a ata foi aprovada com 11 votos.
Durante a reunião, foi instituída a comissão que representará o
município nas conferências municipal, estadual e nacional de saúde. A
composição contemplou os três segmentos do conselho — usuários, trabalhadores e
gestores — reforçando o caráter participativo do espaço.
Um dos momentos mais marcantes da reunião foi o espaço destinado a informes e denúncias. O coordenador da Comissão de Saúde do Trabalhador, Helder Santana, apresentou um panorama preocupante sobre as condições estruturais do Hospital Aristeu Chaves, destacando problemas na infraestrutura, falhas nas condições de trabalho e ausência de dimensionamento adequado da equipe de enfermagem.
Além disso, surgiram denúncias relacionadas à cobrança de tributos municipais. Conselheiros relataram questionamentos quanto ao valor do IPTU, fixado em R$100,85, e à taxa de resíduos sólidos, no valor de R$ 177,37, considerada elevada.
Também foram apontadas falhas recorrentes no serviço de coleta de lixo, com atrasos e mudanças frequentes nos horários. Outro ponto crítico abordado foi a recorrência de casos de assédio moral no ambiente de trabalho. Profissionais relataram ausência de respostas efetivas às denúncias já realizadas e defenderam a realização de uma audiência pública para tratar do tema com as autoridades competentes.
A presidente do SISEMC, Magna Bias, destacou a insatisfação dos trabalhadores, sobretudo em relação à falta de estrutura e às denúncias de assédio. Segundo ela, já foram solicitadas reuniões com as Secretarias de Administração e de Saúde para encaminhamento das demandas. Magna também anunciou a realização de uma assembleia da categoria em frente à prefeitura, marcada para acontecer durante toda a quarta-feira (15).
A diretora de Saúde, Eugênia Dantas, apresentou informações sobre
sua área, diante de uma intensa demanda por esclarecimentos. Ao final, a
secretária Ana Peres utilizou a palavra para responder aos questionamentos levantados
ao longo da reunião.
Encerrado às 17h, o encontro evidenciou a
complexidade dos desafios enfrentados pela saúde pública municipal, com forte
participação dos trabalhadores e destaque para a necessidade de respostas
institucionais mais efetivas diante das denúncias apresentadas.
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